Como estimular e manter o gosto pela leitura? Algumas dicas de uma mãe leitora

12/03/2018 10h54 - Atualizado 12/03/2018 10h54

          Sempre que me perguntam como faço para que meu filho não perca o gosto pela leitura, a primeira coisa que respondo é:

            “ É preciso que os filhos vejam os pais lendo. “ Essa é a regra de ouro.

Se os pais, os familiares mais próximos, as pessoas que cuidam da criança não são leitores, formar o gosto pela leitura fica mais difícil. Pelo menos essa é a minha experiência de mãe e professora.

Em segundo lugar, é fundamental que os pais leiam para os seus filhos, se possível, todos os dias. Ok, entendo que o dia a dia é estafante, a maioria dos pais trabalha fora ( sei muito bem como é isso, pois trabalhei durante muito tempo três turnos– já viram professor, no Brasil, trabalhar só 20 horas?), mas, quando queremos, sempre conseguimos dar um jeito. Quando eu não conseguia ler para meu guri, meu marido se encarregava ou de ler ou de inventar histórias ( ele é bem melhor do que eu nesse quesito).

Só há um detalhe super importante nesse processo: o ato de ler para os filhos deve ser algo prazeroso para ambos, não obrigatório, penoso, porque, se fizermos sem paciência, correndo, só pra cumprir tabela, os filhos perceberão e deixará de ser algo afetivo. O momento de leitura em família deve estar carregado de amor, de troca, de carinho. Se assim for, os livros, para nosso filhos, estarão inevitavelmente associados a um sentimento positivo: cada vez que pegarem um livro de que gostam lembrarão dos momentos mágicos que viveram conosco. Portanto, estimular um convívio afetivo em família usando o livro como elo ajuda a construir memórias amorosas em nosso filhos.

Espalhar livros pela casa toda também é uma boa pedida: livros pela sala de estar, pelo banheiro, pelos quartos, escritório. Se houver espaço suficiente no quarto do filho, montar uma estante com os livros já lidos, os preferidos, os ainda por ler, ajuda a manter ativado o desejo pela leitura. Mesmo que a casa seja pequena, sem muitas peças, dá para montar uma estante com tijolos e ripas de madeira apoiadas. O importante é que os filhos enxerguem os livros e os tenham ao alcance das mãos.

Finalmente, descobrir os gostos de leitura do filho é fundamental. À medida que os filhos vão crescendo, vamos percebendo um certo perfil e seus gostos de leitura: então fica mais fácil decidir na hora de comprar os livros para presenteá-los. É claro que cabe aos pais orientar sobre a qualidade do conteúdo e do tipo de leitura. Dificilmente interditamos alguma sugestão de nosso filho em nossa casa. Ele lê de tudo. Mas quando achamos que é um livro cujo investimento não vale nós explicamos por quê. Às vezes, mesmo assim, ele insiste na compra, e nós cedemos, até para que ele avalie por si mesmo, e isso funciona muito bem: vai apurando o senso crítico. Daí vem uma outra dica: Levar os filhos a livrarias e bibliotecas é fundamental, para que eles possam analisar o acervo, tocar nos livros e ver tudo o que há à disposição.

Evidentemente, todas essas dicas funcionam melhor se começarem a ser aplicadas desde que a criança é um bebê. E, é claro, cada família deve achar o seu próprio jeito de estimular a leitura em seus filhos. O preocupante é que deixemos para a escola dar conta de um processo, que, ao fim e ao cabo, deveria ser competência da família. E, quanto mais cedo introduzirmos nossos filhos no mundo letrado, melhor será para o desenvolvimento linguístico, psíquico e mental dele.

Ficam as dicas.

Até o próximo post!

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